sábado, 7 de julho de 2012
O certo talvez
Talvez a gente se goste pra valer. Do nosso jeito covarde de não assumir, de não se declarar, de não esclarecer, de não se amar como se deve. Talvez a gente se goste pra valer, mas não pra ficarmos juntos, pra ser um do outro. Talvez a gente se goste pra valer na nossa química, na nossa sintonia, no nosso toque, nos nossos beijos muitas vezes não dados. Talvez a gente se goste de graça, sem pedir nada em troca, só pra ter em alguém a paz do dia-a-dia, uma boa conversa, uma boa risada. Só pra ter em alguém uma pessoa que nos faça sentir melhor, que infle o nosso ego, que nos deixe perturbados ou cheio de dúvidas. Afinal, não gostamos de certezas nem de calmarias. Talvez a gente se goste pra valer mas pra ser assim mesmo, uma coisa mal resolvida. Talvez nem seja mal resolvida, seja apenas uma história que teve começo, um meio atrapalhado e um final que talvez não chegue. Talvez a gente se goste pra valer, assim, do nosso jeito, sem questionamentos. Apenas do nosso jeito.
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