Por que me olhas assim?
Bem sabes que te quero
Não me olhes como se não soubesses
Não finjas espanto enquanto lhe observo
Tu bem sabes do meu querer
Do meu gostar
Já lhe disse diversas vezes nas cartas
Nos inúmeros poemas destinados a ti
Tu bem sabes o que teu encanto fez sobre mim
Tu me enfeitiçastes
Estais presente nas estórias que conto
Nos versos que faço
Em todas elas estais vestida de nuvem
Tão longe que não posso tocar-te
Tu se desfaz como queres
Mesmo que escapes
És prisioneira nas minhas linhas
Tu te moves conforme a pena que borra a folha amarela
Não me olhes assim
Tu bem sabes do meu querer
E eu bem sei que tu não me queres
Mas eu posso lhe ter nas entrelinhas de um conto qualquer
Num poema triste
Mesmo que tu não me queiras nesse mundo
No final da prosa tu és sempre minha
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